O neoliberal anti-Lula da “Newsweek”

Mac Margolis, correspondente de Newsweek no Brasil há mais de 25 anos, é tido como competente mas seu trabalho talvez seja afetado por ligações próximas com a oposição do PSDB. Mesmo com o mérito de nunca ter descido ao nível de um Larry Rohter, deixou-se conquistar pela rendição do governo FHC ao neoliberalismo econômico, ainda hoje a referência maior do jornalismo dele.

Como profissional experiente da mídia corporativa, Margolis frequenta nossa elite branca e teve acesso privilegiado ao governo anterior e seus ministros. Um destes, Roberto Muylaert, à época em que deixou a secretaria de comunicação da presidência passou a tê-lo como colaborador fixo em publicação largamente contemplada pela publicidade oficial. Além dessas relações, identificava-se com a política de privatizações e seu patrocinador FHC.

Agora, no entanto, um ativo crítico de mídia dos EUA – Peter Hart, da revista Extra!, publicada pela organização FAIR (Fairness & Accuracy in Media, Honestidade e Precisão na Mídia) – submeteu o trabalho de Margolis, tão prodigamente premiado aqui pelo alinhamento ao neoliberalismo e até ao Consenso de Washington, a análise séria e rigorosa. E com uma visão de esquerda.

O resultado foi uma crítica demolidora – apesar de Hart, aparentemente, nada saber sobre a intimidade promíscua de Margolis com os ressentidos ex-detentores do poder no Brasil, alijados pelo voto popular depois da compra de votos no Congresso que permitiu a reeleição em 1998. A análise na Extra! (veja a capa acima, à esquerda) deu-se ao trabalho de cotejar os textos do correspondente nos últimos anos.

Consenso de Washington salvou o Brasil?

Se a crítica ao menos tornar o jornalista de Newsweek mais cuidadoso já terá valido a pena: ele estava acostumado demais aos encômios ouvidos dos tucanos. Ao contrário de Merval Pereira, que recebeu o prêmio Moors Cabot em 2009 (a pretexto de ter “combatido valentemente a ditadura militar”, coisa que seu jornal na verdade nunca fez), Margolis pode até ter merecido o mesmo prêmio em 2003 por razões mais sólidas.

O correspondente tiraria proveito das críticas se tentasse distanciar-se mais dos aduladores tucanos – sempre à procura de jornalistas estrangeiros para convencê-los (em inglês: odeiam falar português) sobre méritos do governo FHC, que encaram como injustiçado. Ao exaltarem, por exemplo, a onda de privatizações selvagens, só teriam um ponto: foi ruim para o país, mas as comissões eram polpudas.

Na reportagem de capa de Extra!, Hart (foto à direita) é minucioso na análise dos textos de Margolis no período dos dois mandatos do presidente Lula. Expõe seu caráter tendencioso e preconceituoso – sempre na linha neoliberal que certamente soava como música aos ouvidos dos editores em Nova York. Chega ao extremo de afirmar, com todas as letras, que o Brasil foi salvo pelo Consenso de Washington.

O antetítulo do texto (“Meet Mac Margolis, their man in Latin America”, Conheça Mac Margolis, o homem deles na América Latina), é seguído pelo título em corpo maior, “Newsweek’s Name-Calling Neoliberal”, O neoliberal desbocado da Newsweek. A ilustração principal é uma capa-paródia da revista com a caricatura de Hugo Chávez à frente dos três que seriam seus inspiradores: Hitler, Mussolini e Stalin. Título: “Difamando a esquerda da América Latina”.

Será Oliver Stone a Riefenstahl de Chávez?

Quem comparou Chávez (na foto acima com o cineasta Oliver Stone no Festival de Veneza) aos três ditadores de uma vez foi Margolis, induzido pela própria inclinação ideológica, numa reportagem leviana publicada a 2 de novembro (leia a íntegra AQUI). Ali fazia piadas sobre a criação na Venezuela de uma produtora pública de cinema, com estúdio e tudo: “Como Mussolini e Stalin antes, o presidente Chávez criou seu próprio estúdio de cinema”. O objetivo, sugeriu, é a propaganda deslavada.

Escreveu ainda o corresponente em novembro: “Como os autocratas do século 20 que procura imitar, Chávez é fascinado pelo poder do cinema. Desde que Hitler voltou-se para Leni Riefenstahl os ditadores têm sonhado em ganhar a força épica da tela grande para seu script político. Com a Villa del Cine, posicionou-se, conscientemente ou não, como herdeiro dos totalitários maiores do século 20”.

Para Hart, não há muitas evidências de que as instalações de edição e os estúdios da Villa del Cine são passos iniciais rumo ao fascismo. Se fossem, observou ainda, o National Film Board do Canadá já teria há muito tempo empurrado esse país vizinho dos EUA para o Gulag. Mas Margolis (foto ao lado) prefere carregar nas tintas contra Chávez, crítico feroz do neoliberalismo e da retórica submissa ao poder das corporações.

Em plena crise financeira que golpeou o mundo graças à irresponsabilidade de Wall Street e dos bancos que criaram a bolha imobiliária, Margolis continuava fiel, em julho de 2009, ao desastroso rumo neoliberal. Escreveu: “Apesar do Consenso de Washington ter salvado sua economia, o Brasil hoje tenta enterrar a agenda ‘neoliberal’ das reformas de mercado, que nos anos 1990 impulsionaram os países em desenvolvimento.”

A afirmação é ainda mais insólita se for levado em conta o sucesso do governo Lula naqueles dias, a ponto de tornar o Brasil o primeiro país a sair da crise. Mas Margolis reclama mais privatizações. E acrescenta: “Não é a América Latina que precisa ser resgatada nos destroços das reformas de mercado. São as reformas que precisam ser resgatadas na América Latina”.

“Esses latinos contra o livre comércio?”

Hart registra com sarcasmo a enorme arrogância do comentário, que beira a desfaçatez. E sugere o que passa pela cabeça de Margolis – “Esses latinos babacas acham que vão desacreditar o livre mercado?” Na tentativa de explicar que o Consenso de Washington funcionou, disse Hart, não eram as reformas de mercado que tinham precisado de socorro. Assim o próprio Margolis escrevera em junho:

“Uma das explicações (…) para a atual trapalhada na América Latina tem como alvo o evangelho das reformas de livre mercado pregadas na década de 1990 pelos ‘pundits’ em Washington e ‘magos’ em Wall Street. Críticos do chamado Consenso de Washington argumentam que os frutos da estabilidade deixaram de alcançar as massas. Ao arranharem a superfície, o quadro pareceu mais complexo.

Através da América Latina, a mortalidade infantil tinha caído drasticamente, enquanto a alfabetização e a expectativa de vida tinham chegado às alturas, até na empobrecida Bolívia. Matrículas em escolas primárias e acesso à água potável e à eletricidade estão subindo. Mais cidadãos envolvem-se na política agora do que em qualquer época: indígenas já constituem 30% do Congresso boliviano”.

Para Hart, Margolis não viu necessidade de explicar a relação de causa e efeito entre as políticas econômicas neoliberais que ele apóia e a melhoria das condições de vida. Isso por achar a conexão auto-explicativa. Um sociólogo que tinha trabalhado na Bolívia discordou e disse em carta à revista que muitos avanços resultaram de intervenções do governo – o oposto do que prega o “Consenso”, que exige austeridade nos orçamentos e mais privatizações. E a Bolívia de Evo Morales (na foto à direita, ao lado de Chávez), é outro alvo prioritário de Margolis, pelas razões óbvias.

Um populismo de talão de cheque?

No caso particular do Brasil, as avaliações equivocadas de Margolis parecem até tradução para o inglês daquilo que nossa grande mídia obstina-se em repetir em português. Às vezes Lula ganha elogio dele – mas só quando suas políticas parecem, por exemplo, favorecer os investidores de petróleo e o capitalismo global. “Lula não é Hugo Chávez”, chegou a dizer. Mas, de repente, ele volta ao ataque: “Lula dá guinada à esquerda”.

A grave suspeita de “populismo”, tão cara a FHC e seu Cebrap, sempre reaparece. “Com um olho na posteridade e outro na urna”, provocou. “Exatamente o tipo de armadilha populista que Lula tinha evitado até agora”, escreveu. O repúdio aos programas sociais que o neoliberalismo odeia também é recorrente. “Populismo de talão de cheque”, sentenciou. Hart estranha, lembrando como o Brasil saiu bem da crise.

Números e dados de Margolis nem sempre são confiáveis. “Quase 63% de jovens latinos dizem agora que o livre mercado beneficia todas as pessoas”, escreveu ele. Mas Hart explicou e corrigiu: “a pesquisa foi pela internet, a que só tinham acesso 31% da população; e mesmo assim Margolis não notou que nela sua tese fora contestada por 90% – favoráveis a que os governos façam mais para ajudar os pobres”.

E mais um escorregão de Margolis ficou exposto quando afirmou que o continente está às vésperas de uma virada à direita, devido às eleições dos 17 meses seguintes no Brasil, Uruguai e Chile: “Em nenhum dos três países o partido de esquerda no poder é cotado para ganhar”. A realidade já o desmentiu. A esquerda ganhou no Uruguai e foi para o segundo turno no Chile, enquanto no Brasil José Serra hesita em ser candidato, com medo de perder outra vez para a esquerda.

Restaria, enfim, lembrar que Newsweek incluiu Lula, há um ano, no 18° lugar da lista (encabeçada por Barack Obama) das 50 pessoas mais poderosas do mundo, o que chamou de “Elite Global” (leia AQUI). Só não entendo porque os editores encomendam a Margolis textos sobre Lula: ele sempre dá um jeito de enfiar FHC (veja os dois juntos acima, numa foto dos anos 1970), que quebrou o Brasil três vezes, como “o grande reformista” (bom exemplo AQUI).

Quanto à revista Extra!, esse número de janeiro está à venda há apenas dois dias. O website da FAIR (conheça-o AQUI) inclui algumas matérias, mas não a da capa, escrita por Peter Hart. Para ler a íntegra é preciso fazer a assinatura anual (12 números de 16 páginas) da edição eletrônica em pdf, ao custo de US$15.

Published in: on janeiro 8, 2010 at 6:14 pm  Comments (3)  

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Caro Argemiro

    Vi o seu artigo sobre o Herivelto Martins, no blog do Luis Nassif. Como escrevi sobre o tema, senti vontade de lhe escrever. No entanto, não encontrei uma forma de contato, fora do blog, consigo. Por isso, o assunto vai fora de pauta.

    Gostaria de lhe apresentar o texto que fiz, sobre o Herivelto.
    Escrevo no blog http://www.almacarioca.net

    ————————

    HERIVELTO: ATÉ ONDE É CULPADO PELO SOFRIMENTO DE DALVA

    É fato, que os espectadores da minissérie, que trouxe à tona a vida turbulenta do casal artístico Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, em sua maioria, tomaram o partido de Dalva. Isso acontece, porque somos muito mais, movidos pelos sentimentos, de que pela razão. Mas, até que ponto o outro é responsável por nossas atitudes, por nossa maneira de sentir o mundo e agir?

    Não é fácil bloquear ou romper nossas relações, uma vez, que o relacionamento é a essência do existir. Por isso, o ato de cortar relações foge à natureza humana, tornando-se uma atitude hostil à realidade. Quando isso acontece, de certa forma, prejudica todos os envolvidos. Todo rompimento traz sangramento, assim como acontece com qualquer órgão de nosso corpo. É uma perda de energia, mesmo que, em longo prazo, ela possa nos fazer bem.

    Não podemos negar que, na vida, todos os seres sofrem. Mas, a verdade é que uns sofrem bem mais de que outros. A indagação a ser feita é por que uns sofrem mais e outros menos. Suponhamos que Emilinha Borba ou Marlene estivesse no lugar de Dalva. O sofrimento teria sido o mesmo? E por quê?

    Sinto que certas predisposições biológicas tornam-nos mais ou menos afeitos ao sofrimento. De forma que, cada um, reage diferentemente. E, ninguém pode nos tornar tal fardo mais leve, a não ser nós mesmos. Como fazer isso é uma tarefa que nos cabe, individualmente.

    Não é possível negar que fazemos mal, uns aos outros. Assim como não podemos negar que as conseqüências do mal recebido, variam de conformidade com o receptor. Ele é o responsável por colocar sua dor ao sol e fazê-la secar, reduzindo-a ao pó. Ou colocá-la na água com fermento, alimentando-a para que cresça e frutifique. A opção é pessoal. E, por isso, diminui a capacidade de o observador fortuito analisar o responsável maior, por esse ou aquele sofrimento.

    A cultura humana ensina que o mal maior é aquele, que recebemos, e não o que fazemos ao outro. A nossa avaliação é, portanto, muito mais exterior que interior. Por isso, eu me pergunto se, o nosso sofrimento, muitas vezes, não é uma forma inconsciente de punir o outro, que julgamos não ter o direito de nos ter feito sofrer? Vemos isso, principalmente, nas relações entre casais, ou entre familiares. Enquanto esquecem, com facilidade, o sofrimento a eles impingido, por estranhos, têm dificuldade em esquecer o que lhes é direcionado pelos que amam.

    A paixão tem a capacidade de nos toldar a razão e de nos cobrir com o manto da ignorância. Não me refiro apenas à falta de conhecimento, mas, também, à incapacidade que adquirimos de ver, ouvir e sentir, de modo a negarmos a realidade, em que estamos inseridos.

    Uma união em desequilíbrio não é só prejudicial aos atores principais, como a todos que estão à volta. Se, não é possível reformá-la, o melhor é desfazer-se dela. Sem falar que, nenhum dos cônjuges pode, em sã consciência, comprometer-se com a durabilidade dos sentimentos, que o levou a se unir ao outro.

    Quando, um dos lados opta por deixar o relacionamento, seja lá qual for o motivo, o outro nada pode fazer, a não ser aceitar e continuar buscando a sua felicidade, em outra seara. Talvez, seja isso o que a nossa querida estrela devesse ter feito, uma vez que Herivelto sacrificara o amor que tinha por ela, em função do machismo que carregava. Postura que carregou até à morte da cantora.

    Dalva era uma mulher vibrante, batalhadora e moderna demais para a época. Enquanto, Herivelto ainda se apegava à falsa moralidade de que o homem podia fazer tudo sem manchar o nome, mas, qualquer coisa maculava o “sexo frágil”. Ele era, apenas, fruto dos preconceitos de seu tempo. Sem falar, que o sucesso de Dalva pesava sobre o seu machismo. Ela era a grande diva do Trio de Ouro. Um casamento não poderia sobreviver a tamanho descompasso.

    Ainda, com a emoção à flor da pele, podemos condenar Herivelto. Mas, não podemos lhe imputar a obrigação de ter continuado, num relacionamento que não mais lhe dava satisfação, quaisquer que sejam as suas causas pessoais. O fato de Dalva não ter aceitado a separação e sofrido em conseqüência dela, não o torna melhor ou pior.

    O sofrimento de Dalva foi uma escolha pessoal. Herivelto não pode ser culpabilizado, por ela não ter superado o desenlace amoroso. Ele não queria mais continuar preso àquela união. E ninguém pode o julgar por isso. Podemos questionar a sua conduta, no acirramento da discórdia. Mas, jamais pelo fato de ter se separado da cantora.

    Como observadores atentos e justos, não podemos simplificar ou intensificar a complexidade da relação do casal Oliveira Martins, sem que compreendamos, primeiro, o contexto em que, cada um, se encontrava inserido, levando em conta o modo diferente como viam a moralidade da época.

    Ouso pensar, que a não aceitação de se separar de Herivelto, teve um complicador maior, no caso de Dalva: o sentimento de rejeição.

    Coloquem-se na posição de uma mulher rica, importante, famosa no país inteiro, desejada por muitos homens, sendo trocada por outra, aparentemente desconhecida.

    O sentimento de rejeição mexeu com a auto-estima da cantora, apesar de todas as batalhas vencidas. Ela tinha tudo, menos o amor “daquele homem”. E era ele, quem ela desejava, para sua infelicidade.

    Todo drama é, no fundo, fruto de um amor mal dirigido, o desejo desordenado de um bem, que não mais se tem e, em que se perde a essência do amor, para se deter apenas na sua causa.

    Qualquer tipo de paixão extrema destrói e devora. É a anulação do sujeito em função do objeto de seu desejo. É o deixar-se engolir, por inteiro, por sentimentos e circunstâncias. É a incapacidade de elevar-se acima da própria dor. E, por mais que saibamos disso, sempre caímos na mesma armadilha.

    Ainda que, inconscientemente, é possível deduzir, que Dalva optou pela postura de vítima, a ponto de se colocar na mão de um homem, que já se encontrava, definitivamente, com outra. Esquecendo-se de que era uma cantora deslumbrante, que arrebatava o país e outros cantos do mundo. Ela não conseguiu se fortalecer, diante dos obstáculos enfrentados, nessa união tumultuada, permitindo que Herivelto determinasse a qualidade de sua vida interior, como se houvesse lhe entregado as chaves de seu destino, quer pro bem, quer pro mal.

    LU DIAS BH

  2. ARGEMIRO.
    Comunico-lhe, também, que o seu texto, presente no Luís Nassif, foi postado, por mim, no blog http://www.almacarioca.net, com os devidos créditos.
    Repasso-lhe a introdução:
    —————————-
    Dalva e Herivelto – O outro lado da moeda – Lu Dias

    Caros amigos
    Ao escrever sobre a minissérie Dalva e Herivelto, uma canção de amor, o meu compromisso maior foi ser o mais imparcial possível.
    Entretanto, como só conhecia do casal, algumas poucas músicas e composições, optei por buscar dados no Google. O tempo era muito escasso, para que eu pudesse ler algumas biografias, referentes à dupla, em que pudesse me basear, também..
    Outros comentários, eu os fiz tomando, como base, a própria minissérie. E, posteriormente, através da interpretação pessoal que fiz dos fatos apresentados.
    Contudo, ao tomar conhecimento de novas informações, inclusive se contrapondo à tv Globo, sinto-me na obrigação de repassá-las a meus leitores.
    E, que cada leitor tire as suas próprias conclusões.
    Os textos, abaixo, foram retirados do blog de Luis Nassif (ver Fontes, abaixo)
    Abraços,

    Lu Dias BH
    ———————-
    Argemiro, tenho outros textos sobre o tema.
    Será um prazer contar com a sua visita.
    Vou colocar lá, nos comentários do texto de hoje, o link de seu blog, por sinal, excelente.
    Abraços,
    lu dias


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